Notícia - 13/12/2019 - 14:30


App e Website são 2 desenvolvimentos distintos. Entenda porquê.

O que aconteceria se por algum motivo qualquer você ficasse sem seu aparelho celular? Você conseguiria usar o seu computador desktop para algumas das tarefas que já se tornaram parte da sua rotina como chamar um Uber ou pedir algo no iFood? 

Pois é, nem tudo disponível para o seu celular, tem a opção de ser igualmente usada em um computador. Isto foi uma decisão estratégica tomada pela direção destas empresas. Pensando no usuário, olhando para os custos do desenvolvimento, entre alguns outros indicadores. 

Este é o ponto de partida para conversarmos um pouco sobre a perspectiva de criação e de uso de um website desktop e de um aplicativo. Também de um aplicativo comparado a um website mobile. 

Para você entender ainda mais essas diferenças, vamos destacar alguns pontos. 

Passado a etapa de layout ou seja, a criação das telas de um projeto pela equipe de design, elas vão para uma outra equipe chamada mais comumente de desenvolvimento, ou seja, os programadores, e é nesta etapa que a dinâmica e competências começam a se distinguir notoriamente em se tratando de um projeto de website e um de aplicativo. 

Em comum aos dois tipos de projetos aqui em discussão há a necessidade de uma equipe com expertise para  desenvolver a chamada "frente" do sistema e outra equipe para os bastidores ou "fundo" do sistema. 

O "front" é responsável por tornar dinâmico os elementos das telas as quais nós usuários, podemos interagir, clicar, preencher, etc. Este profissional utiliza de linguagens computacionais como JavaScript, HTML e CSS. Para um projeto web uma das competências destes profissionais é tornar o site responsivo (compatível) para os diferentes tamanhos de telas, assim como preparar cada URL das páginas do site para operar igualmente em qualquer navegador (Google Chrome, Safari, Mozilla Firefox). Sendo que cada "browser" possui suas vantagens e desvantagens. 

Em um aplicativo, esse aspecto da URL fica oculto ao olhar do usuários. Não fica visível os endereços das diferentes páginas, dando uma sensação real, de que a maior parte dos elementos das páginas já estão no pacote do aplicativo instalado no aparelho, melhorando sem dúvida, a experiência do usuário .

O "back" fica responsável por criar uma conexão entre o website ou aplicativo com um servidor. Este recebe e armazena as informações do sistema para o qual foi desenvolvido, entre eles: o cadastro do usuário, informações de compra do usuário, controle de estoque caso o projeto seja de um e-commerce por exemplo. 

Este profissional de back utiliza das linguagens PHP em um projeto de website. Porém quando o projeto é um aplicativo, existem duas linguagens diferentes para os celulares: Android e IOS, a linguagem Java é utilizada para o Android, e a linguagem Swift é utilizada para IOS. Isto se deve por terem uma base de processamento diferentes, o Android utiliza da linguagem do sistema da Microsoft enquanto o IOS se utiliza da linguagem de processamento da Apple.

Com isso, conseguimos afirmar que um website e um aplicativo não podem simplesmente aproveitar de um desenvolvimento prévio de um deles para dar vida ao outro. Eles possuem um molde de programação e formatos completamente diferentes, são esforços distintos para se produzir.

Vamos aproveitar e introduzir um pouco de reflexão na ótica do usuário-cliente. Consultar um website vai requerer dele uma boa conexão à internet, às vezes com uma frequência diária intensa. Por isso, para o usuário, um aplicativo significa mais economia em sua franquia de dados, em contrapartida, uma parcela da memória de seu dispositivo móvel é ocupada pelo App. 

Assim como apresentamos no início, existe uma decisão estratégica e financeira sobre qual tipo de sistema fará mais sentido uma empresa investir. Hoje em dia, fica fácil trazer exemplos da consequência ao usuário das decisões tomadas neste sentido por diferentes empresas. Em outras palavras, qual é  a "experiência" disponibilizada ao seu cliente. 

Algumas optaram por reproduzir igualmente a experiência website para um aplicativo. Algumas outras lançaram seu aplicativo contendo menos ou mais funções que o seu website. E há as empresas que possuem apenas o website e outras surgiram operando apenas como aplicativo. 

Vamos tomar a Uber como exemplo. As experiências da página web e do aplicativo possuem objetivos diferentes. O aplicativo é focado no usuário e na maneira que ele interage como consumidor. O website foi desenvolvido com o intuito de atender as pessoas que aplicam para se tornarem motoristas do aplicativo. Para destacar essa diferença nas plataformas o usuário não consegue solicitar uma viagem pelo website. 

Comparando o Ifood, embora o aplicativo seja o mais conhecido, não é a única maneira de acessar a plataforma. O Ifood também possui um website para atender a pedidos, com algumas diferenças, entre elas: o layout e as vantagens para o usuário. No aplicativo, o layout foi desenvolvido de um modo muito mais intuitivo e direto, onde não é necessário abrir diferentes abas para realizar o pedido. O website não oferece os mesmos benefícios, uma dessas desvantagens é não permitir a retirada do pedido no restaurante, o que é uma opção disponível apenas no aplicativo. A única vantagem observada voltada ao website é o fato de ser possível cadastrar restaurantes na plataforma, útil para os donos que possuem interesse em cadastrar o seu negócio.

Para muitas empresas o aplicativo se apresenta como um canal de relacionamento mais vantajoso. A possibilidade de entregar mensagens através dos "push" de comunicação, partindo de um pressuposto que um usuário sinaliza mais abertura ao instalar um App em seu dispositivo. Para ele, a experiência se torna mais imersiva em um aplicativo, pois o usuário tem um nível de interação maior do que via website. 

No website, a empresa, consegue estimular ações do cliente por meio de "pop-ups", anúncios referente a algum benefício, ou na maioria das vezes, ela delimita uma zona de comunicação no site para fazer publicidade e anúncios de campanhas, ofertas, etc.

Achamos ainda importante destacar com mais detalhes um aspecto de um projeto de aplicativo após concluído seu desenvolvimento que é a etapa de disponibilizar ele nas lojas Apple Store e Google Play. 


É importante destacar, esse é um serviço no qual o cliente que recebeu o aplicativo é responsável, devido a conta vinculada aos direitos da Marca. Cada loja possui suas próprias burocracias para autorizar a disponibilização desses aplicativos. No caso do Google Play a burocracia não é tão restrita, um computador processa os dados do aplicativo para saber se há alguma limitação ou algo que prejudique o cliente durante o uso do aplicativo. A Apple Store, embora seja intuitivo o processo de upload do app, existe uma série de regras e restrições que dificultam a disponibilização do aplicativo desenvolvido. A loja disponibiliza um link que mostra todas as regras a serem seguidas pelas empresas responsáveis pelo desenvolvimento. Diferente do Google Play, não é um computador que faz a análise de irregularidades, e sim uma pessoa, o que torna a comunicação mais demorada e burocrática.

Recomendamos que você empresa entenda muito bem onde está o seu público-alvo, quais funcionalidades irão atendê-los e como eles querem ser atendidos. A parte que sustenta o êxito do projeto depende desta sintonia fina entre as duas partes.

Chamamos atenção também para empresas entrando no mercado (startup) sobre um custo por vezes mais alto do que o próprio desenvolvimento, trata-se do custo de marketing para o app ganhar visibilidade no mercado.  

O sucesso ou derrota de um projeto é uma combinação de tudo o que apresentamos acima, mas não só restrito a isso. As boas práticas e expertise contam bastante assim como o propósito de existência do projeto e a percepção de valor que o cliente-usuário enxerga. 











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